Estratégias do meio empresarial para reduzir danos ao ecossistema foram destaque, nesta quarta (dezenove de março), no Quarto Seminário Assembléia, Meio Ambiente e Ciência: Produção Mais Limpa, promovido pela Comissão de Meio Ambiente. A presidente do colegiado, Ceça Ribeiro, do PSB, salientou que, em Pernambuco, ainda são poucas iniciativas no sentido de garantir uma produção que reduza perdas de matéria-prima e de energia e a geração de resíduos. Mas a parlamentar afirmou que os empresários têm procurado a Comissão em busca de orientação dos técnicos do colegiado. // A primeira palestra do dia foi apresentada pelo presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco ( FIEPE), Anísio Coelho, que relatou os esforços da entidade para implementar o Programa de Produção Mais Limpa. Segundo ele, a iniciativa é um conjunto de recomendações da ONU que começou a ser seguido no Estado em dois mil e dois. Célia Oliveira, vice-presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente da FIEPE, mostrou uma iniciativa adotada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI que envolveu trinta empresas do setor de cerâmica. O projeto conscientizou os produtores acerca da perda de materiais e energia no processo de fabricação de tijolos. Outra palestra realizada nessa quarta foi a do presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Pernambuco (Sindaçúcar). Renato Cunha relatou as ações de reflorestamento implementadas por vinte usinas do Estado. Segundo o presidente da entidade, a idéia é replantar a mata ciliar dos rios, com a meta de cento e trinta mil mudas de espécies nativas ao ano. Para Renato Cunha, existe uma noção equivocada de que as usinas de açúcar são poluidoras. Ele destacou que o setor sucroalcooleiro contribui para a matriz energética limpa do país. Cunha salientou, ainda, que mesmo o crescimento do mercado do Etanol não representa uma ameaça ao meio ambiente. // O assessor da Comissão de Meio Ambiente, Josenildo Souza, apresentou o tema “Agroecologia e o Saber dos Agricultores”. Segundo ele, o conhecimento camponês tem a mesma importância e valor que o conhecimento científico. Souza comemorou o fato de que, em Pernambuco, existem quarenta e cinco feiras agroecológicas, onde são comercializados produtos sem agrotóxicos. O Quarto Seminário Assembléia, Meio Ambiente e Ciência ainda contou com as palestras do professor Ivan Vieira de Melo, da UFPE, e do representante da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Rodolfo Aureliano. De acordo com Rodolfo, o Governo ainda enfrenta a resistência do empresariado pernambucano em relação à adoção de iniciativas de caráter ambiental. (C.F)
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