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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

SUAPE-Acesso ao estaleiro vai custar R$ 26,5 mi
Fonte - Jornal do Comércio - Publicado em 20.08.2008
A nova obra do acesso à Ilha de Tatuoca para atender ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em construção no Complexo de Suape, poderá custar R$ 26,5 milhões. No início do mês de junho, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, participou de audiência pública na Assembléia Legislativa de Pernambuco para dar explicações sobre os recursos investidos na construção de dois acessos. O primeiro não pôde ser usado em função de um trecho de solo mole, que não permitia o transporte de carga pesada. O segundo acesso (provisório) está sendo usado pelo EAS, enquanto o definitivo não fica pronto. Nas duas obras foram gastos cerca de R$ 20,2 milhões.

O diretor de Engenharia e Meio Ambiente de Suape, Ricardo Padilha, diz que já é consenso que será necessário abandonar a obra do primeiro acesso e apostar num novo traçado. A consultoria Projetec está elaborando os estudos para a nova via e a indicação preliminar é que a área é de solo firme. Porém, ainda será necessário realizar sondagem do solo para confirmar a viabilidade do projeto.

“O novo traçado atenderá não apenas ao estaleiro, mas também aos projetos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e do terminal de minérios”, destaca Padilha. O acesso terá extensão de 5,5 quilômetros, passando pelas ilhas de Tatuoca e Cocaia. Depois de concluídos os projetos básico e executivo, a expectativa é que a obra do acesso seja executada em seis meses.

MEIO AMBIENTE

Para atender ao projeto de implantação de uma usina siderúrgica da CSN em Suape, que promete ser o maior investimento privado já recebido por Pernambuco (US$ 6 bilhões), o governo terá que disponibilizar uma área de cerca de 300 hectares para o empreendimento. A idéia é aterrar um trecho que separa as ilhas de Tatuoca e Cocaia para juntar as duas áreas e garantir a implantação da siderúrgica e do terminal de minérios. O aterramento poderá ser feito com os sedimentos retirados da dragagem do canal de acesso para receber os navios petroleiros da refinaria.

“O projeto da Ilha de Cocaia também vai incluir a construção de um cais para a atracação dos navios de minério, além de uma dragagem para aprofundar a área de 15,5 para 19 metros”, ressalta o diretor de Suape.

Com 160 hectares, a Ilha de Cocaia não é habitada e preserva sua vegetação nativa. A diretoria do Porto de Suape já imagina que deve enfrentar polêmica com os ambientalistas para utilizar a área. “Sabemos que Suape é uma área de sacrifício, mas vamos fazer tudo de acordo com as exigências ambientais. Poderemos investir em compensação e também deveremos preservar algo me torno de 25% do terreno da ilha”, pondera Padilha.

Uma das propostas indicadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a Ilha de Cocaia é a implantação de um museu arqueológico. Estudos apontam para a existência de ruínas de um forte na área. “A dificuldade em construir um museu dentro do porto é a limitação da visitação imposta pelo ISPS Code (Código Internacional de Segurança para navios e instalações Portuárias)”, frisa Padilha.

A diretoria de Suape vai tentar buscar recursos federais para executar parte das obras de infra-estrutura no complexo.

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