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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Projeto Bejupirá ameaça pescadores
Publicado no Diário Oficial do Estado (D.O.E.) em 05/08/2008.
Clique na imagem para vê-la em seu tamanho originalA implementação do Projeto Bejupirá, da empresa Aqualíder, no Litoral pernambucano, voltou a ser discutida pela Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Alepe. Preocupada com os danos que a iniciativa pode causar ao ecossistema e às famílias de pescadores, a presidente do colegiado, deputada Ceça Ribeiro (PSB), ouviu, ontem, durante a audiência pública, as reivindicações dos trabalhadores que atuam na localidade. O empreendimento prevê o cul-tivo de peixes em gaiolas e em mar aberto, a 11 quilômetros da costa e 30 metros de profundidade. O investimento, orçado em US$ 50 mil, estima produzir, no primeiro ano, 70 mil toneladas de peixe bejupirá e gerar 600 empregos diretos até 2015. O encontro foi solicitado pela Colônia de Pescadores e pela Associação de Pescadores Artesanais de Brasília Teimosa, formada por cerca de três mil pessoas. Eles alegam que a iniciativa prejudica a categoria, que depende da pesca para sustentar suas famílias, e oferece riscos ao meio ambiente. De acordo com Jeymson Gonçalves, representante da Colônia e da Associação de Pescadores, a idéia inicial da empresa é utilizar 169 hectares de mar aberto para o empreendimento. “ Se der certo, eles podem aumentar a área. Como é que ficará a situação dos pescadores?”, questionou, acrescentando que o objetivo da audiência é recolher assinaturas e encaminhá-las, por meio de uma representação aos Ministério s Públicos Estadual e Federal, a fim de cancelar a licença simplificada concedida pela Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) para o empreendimento funcionar. “É necessária também a realização de um estudo de impacto ambiental. Não fomos consultados sobre a implementação do projeto, nem chamados para debater o assunto previamente”, completou Gonçalves. Com base no que foi discutido no encontro, a Comissão de Defesa do Meio Ambiente propôs a suspensão imediata da licença de funcionamento. “Não há dúvida de que a iniciativa causará prejuízos à sustentabilidade de muitas famílias que dependem da pesca. Por isso, requeremos aos Ministérios Públicos Estadual e Federal a suspensão da licença e a elaboração do Relatório de Impacto Ambiental”, destacou Ceça Ribeiro.

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