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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

UE e Brasil se unem em luta contra crise e aquecimento global
Fonte - Lusa - Ag. de Notícias de Portugal S.A.

Rio de Janeiro, 22 dez (Lusa) – Brasil e União Européia (UE) vão trabalhar em conjunto para enfrentar a crise financeira internacional e tentar alcançar um “resultado ambicioso e global” até 2009 em relação às mudanças climáticas. Estes foram os dois principais pontos acordados na declaração final da 2ª cúpula Brasil-UE, que ocorreu nesta segunda-feira no Rio de Janeiro com a presença dos Presidentes do Brasil e da França, Lula e Nicolas Sarkozy, e do Presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso. Lula comprometeu-se a reduzir a desflorestação do Brasil em 71% até 2017 em relação aos valores registados entre 1996 e 2005. “O plano brasileiro sobre Mudanças Climáticas (lançado há cerca de 15 dias) pretende fazer o que eu considero revolucionário. Até 2020 queremos reduzir em até 80% a desflorestação”, destacou. Segundo o Presidente brasileiro, esta meta representa menos 4,8 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa emitidos na atmosfera. Para o Presidente francês, que ocupa ainda a Presidência do Conselho da União Européia, é muito importante o compromisso do governo brasileiro com objetivos quantitativos de redução da desflorestação. Na avaliação de Durão Barroso, todos os esforços que o Brasil fizer nesta área serão reconhecidos internacionalmente. “A Amazônia é brasileira, mas o problema é global”, citou, lembrando ser fundamental um acordo global sobre mudança climática em Copenhague, no final de 2009. Os Presidentes assumiram também o compromisso político de promover o uso de energias renováveis, principalmente os biocombustíveis. As duas partes reconheceram ainda a necessidade da reforma da arquitetura financeira global, com regimes regulatórios e institucionais dos mercados, e acertaram levar uma posição comum para a cúpula do G-20, que irá ocorrer em Londres, em abril de 2009. Brasil e UE lamentaram a impossibilidade de concluir este ano a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio e manifestaram a sua disposição em relançar estas negociações e também as referentes a um acordo comercial entre UE e Mercosul. Concordaram também com a necessidade da reforma dos principais órgãos das Nações Unidas, incluindo o Conselho de Segurança e a Assembléia Geral. Brasil e UE trabalharão igualmente para o cumprimento das metas do milênio, reconhecendo que a erradicação da fome e da pobreza é um dos maiores desafios deste século.

Um comentário:

Anônimo disse...

Encuentro muy interesante el comentado en este artículo-UE/Brasil-; ambiciosos proyectos medioambientales y económicos, como corresponde a un momento crucial en la vida del planeta. Me ha llamado particularmente la atención el compromiso del Gobierno Brasileiro de reducir en 80 % la deforestación de la Amazonia en 2020. Probablemente hará falta compromiso y ayuda internacional para lograr ese magno objetivo para salvaguardar un lugar emblemático para la supervivencia del planeta. Me alegra leer esta información tan positiva en un momento de incertidumbre, zozobra económica y malas noticias por doquier.Narciso Argüello(Espanha)