Estudo revela efeitos da elevação do nível do mar
Fonte: Jornal do CommercioPublicado em 17.02.2009
Levantamento da Sociedade Nordestina de Ecologia mostra que Afogados, Boa Viagem e Imbiribeira seriam os bairros do Recife mais prejudicados se as águas subissem entre 50 centímetros e um metro.
Levantamento da Sociedade Nordestina de Ecologia (SNE) simula, pela primeira vez, como o Recife seria afetado com o aumento do nível do mar. Em parceria com a Prefeitura do Recife, a entidade mostrou como ficariam os bairros no caso de as águas subirem 50 centímetros ou um metro. Afogados, Zona Oeste, Imbiribeira, Pina e Boa Viagem, Zona Sul, ...
Levantamento da Sociedade Nordestina de Ecologia mostra que Afogados, Boa Viagem e Imbiribeira seriam os bairros do Recife mais prejudicados se as águas subissem entre 50 centímetros e um metro
Levantamento da Sociedade Nordestina de Ecologia (SNE) simula, pela primeira vez, como o Recife seria afetado com o aumento do nível do mar. Em parceria com a Prefeitura do Recife, a entidade mostrou como ficariam os bairros no caso de as águas subirem 50 centímetros ou um metro. Afogados, Zona Oeste, Imbiribeira, Pina e Boa Viagem, Zona Sul, aparecem entre as localidades que teriam trechos inundados.
A simulação não estipula, porém, em quanto tempo a capital pernambucana sofreria os efeitos do avanço do mar no grau de intensidade demonstrado. “O que podemos afirmar com certeza é que, se o mar subir a esses níveis, sabemos as áreas que mais sofrerão”, frisou o presidente da SNE, Marcelo Mesel.
Se o Oceano Atlântico subisse 0,5 metro, parte da Zona Sul, do eixo da Avenida Agamenon Magalhães e do bairro de Afogados ficaria debaixo d’água. No Pina, ilhotas do Parque dos Manguezais desapareceriam e comunidades como Bode e Encanta Moça seriam inundadas. Na Ilha do Zeca, comunidade perto do Estádio da Ilha do Retiro, os moradores também seriam prejudicados. A Imbiribeira teria regiões alagadas.
Na hipótese de elevação de um metro, prejuízos se estenderiam aos bairros do Ipsep, Boa Viagem, Zona Sul, Jiquiá, Zona Oeste, e Ilha do Leite, na área central. Para Marcelo Mesel, o levantamento pode servir para as prefeituras e o Estado planejarem intervenções urbanas que minimizem os efeitos prognosticados.
O estudo foi apresentado em oficina para jornalistas ministrada no navio Arctic Sunrise, da organização ambientalista Greenpeace, ancorado no Porto do Recife desde a semana passada. A embarcação percorre seis cidades brasileiras desde janeiro deste ano, promovendo campanha pelo combate às consequências do aquecimento global. Sob o lema "Salvar o planeta. É agora ou agora" o Greenpeace irá ainda a Salvador, Rio de Janeiro e Santos.
Hoje, o Greenpeace recebe representantes do governo do Estado, que se comprometerá a lançar o Fórum Pernambucano de Enfrentamento às Mudanças Climáticas. Será às 9h, no Arctic Sunrise.
quinta-feira, 19 de março de 2009
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