Neste primeiro momento, considerado um projeto-piloto dentro da estratégia de negócios da empresa, serão instaladas três estruturas no mar com capacidade para cerca de 15 mil peixes cada. No segundo semestre de 2009 será efetuada a primeira despesca (retirada dos peixes dos tanques), totalizando algo em torno de 300 toneladas de pescado. Segundo o gerente do projeto, Santiago Hamilton, a intenção da empresa é ampliar o número de tanques-rede paulatinamente a partir de 2009 até atingir 48 armações que ocuparão uma área de 169 hectares. Quando a produção estiver no seu pico, as estimativas é de que sejam despescados anualmente 10 mil toneladas de beijupirá. Ainda no primeiro momento, o foco será o mercado brasileiro, que possui um grande déficit de consumo de peixes. “Se a situação do Brasil é complicada, a de Pernambuco é ainda pior. O déficit pernambucano chega a mais de 70 mil toneladas por ano. Enquanto a Organização Mundial de Saúde recomenda que o consumo de pescado per capita seja de 12 quilos ao ano, aqui esse número é de 3,5”, destacou o gerente.
Como a aqüicultura ainda é pouco representativa no País, os principais equipamentos - como os tanques-rede - serão adquiridos no Chile, que já possui um know-how de quase 20 anos na atividade. Um tanque completo para criação dos peixes custa cerca de U$ 35 mil. A empresa foi vencedora da primeira licitação de cessão de águas marinhas realizada pela antiga Secretaria e hoje Ministério da Pesca e Aqüicultura, em fevereiro deste ano. Todo o trâmite foi concluído este mês.
____________________________________________________________________
O principal argumento dos pescadores é de que a estrutura montada pela Aqualíder ficará no meio da rota de navegação utilizada por eles há décadas e que a realização de um desvio resultaria em aumento nos custos. Porém, antes disso, a tônica nos discursos era de que a então Secretaria de Aqüicultura e Pesca estava “loteando” o mar para empresas privadas e que as colônias não foram procuradas para opinar sobre o programa de cessão de águas marítimas.
O gerente do projeto da Aqualíder, Santiago Hamilton, fez questão de ressaltar que a área onde serão instalados os tanques-rede é praticamente nula em termos de potencial para a pesca extrativista. Além disso, os 169 hectares que serão utilizados pela empresa correspondem a 0,04% da plataforma continental de Pernambuco.
Quanto a falta de informação, o gerente afirmou que representantes das colônias foram procurados pela empresa. “Não é um movimento geral. Falta ter em mente que o projeto criará novas oportunidades de emprego”, complementou.

Nenhum comentário:
Postar um comentário