sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Suape terá plano estratégico para
desenvolvimento sustentável
Nesta quarta-feira (22), a Agência Condepe/Fidem divulgou a versão final do documento Território Estratégico de Suape – Diretrizes para a Ocupação Sustentável. A intenção é que este plano seja o ponto de partida da nova etapa do processo de planejamento e gestão do território. Os resultados apresentados traçam um perfil detalhado do território estratégico (composto por Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Escada e Ipojuca), abordando as potencialidades e dificuldades da região e apontando diretrizes de ações para o seu desenvolvimento sustentável.
Iniciado no final de 2006, o Plano Estratégico de Suape busca uma integração entre as entidades municipais, estaduais e federais, com a finalidade de promover a melhoria do espaço físico-ambiental, além do planejamento urbanístico, social e econômico. A base do plano é formada por três eixos temáticos: “Organização do Território”, “Mobilidade” e “Meio Ambiente e Saneamento”.
De acordo com o presidente da Agência Condepe/Fidem, Luiz Quental, o plano vai auxiliar o desenvolvimento de políticas públicas para o crescimento do território. “Essa é uma oportunidade de Pernambuco demonstrar a importância do entorno de Suape para outros estados”, afirma.
Fonte - JC Online - Blog do Jamildohttp://jc.uol.com.br/blogs/blogjamildo/canais/noticias/2008/10/22/suape_tera_plano_estrategico_para_desenvolvimento_sustentavel_35174.php
Por Washington Castilhos Agência FAPESP
IPCC estima uma elevação do nível do mar entre 18 e 56 centímetros nos próximos cem anos
O relatório de fevereiro de 2008 do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) das Nações Unidas estima uma elevação do nível do mar entre 18 e 56 centímetros nos próximos cem anos. Também destaca que essa projeção poderá ser ainda maior, dependendo da degradação dos mantos de gelo do leste da Antártica e da Groenlândia, resultado do aquecimento global e das mudanças climáticas. O livro Rio: Próximos 100 anos – o aquecimento global e a cidade, organizado pelo Instituto de Urbanismo Pereira Passos com base no relatório do IPCC, avalia que os impactos das variações do clima na cidade do Rio de Janeiro poderão ser desastrosos se desde já não forem feitas intervenções de mitigação e adaptação mais eficazes. São projetados cenários futuros e apontadas as vulnerabilidades da cidade em face das mudanças climáticas: em relação à saúde da população carioca, por exemplo, casos de leptospirose e dengue poderão aumentar ainda mais. De acordo com as projeções, com o aquecimento global o Sudeste do Brasil terá dias mais quentes e o período de temperaturas mais elevadas será mais longo nesta região. “Isso propicia uma maior reprodução do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue. Além disso, em dias mais quentes as pessoas deixam janelas abertas e se expõem mais, situações que favorecem o contato com o mosquito. Ou seja, a probabilidade de ocorrer epidemias em função dessas condições favoráveis é bem maior”, disse Diana Marinho, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A pesquisadora assina o capítulo do livro que trata da questão da saúde, juntamente com Ulisses Confalonieri, membro do IPCC e também pesquisador da ENSP. Diana alerta para outro problema: embora o aquecimento gere chuvas espaçadas, essas são mais torrenciais. No caso da dengue, tanto as temperaturas mais altas como as chuvas ajudam na proliferação do mosquito vetor. Estudos recentes mostram que a taxa de incidência da dengue aumenta nos meses chuvosos. “A chuva propicia o acúmulo de água, necessária para a reprodução do mosquito”, destacou. Chuvas torrenciais também fazem com que a probabilidade de ocorrer enchentes seja maior em áreas da cidade que já são críticas. Com isso, pode haver a proliferação do rato urbano, vetor da leptospirose. “A leptospirose precisa de enchentes, e como a região do Rio tem áreas de baixadas críticas, isso aumenta as chances de contato do homem com o agente infeccioso”, apontou Diana. As ressacas nas praias cariocas também podem significar um problema para a saúde pública. “Com a ressaca, as águas de esgoto – que desembocam no mar – voltam, pois não têm como serem escoadas para o mar, devido à pressão. Se isso já ocorre hoje, imagine em um cenário de maior elevação da água”, disse. A pesquisadora, no entanto, avisa que a equação “aquecimento global-surgimento de epidemias” não é tão simples. “Não estamos dizendo que essas epidemias ocorrerão somente em função do aquecimento. Se houver um excelente investimento no saneamento básico nas próximas décadas, se as pessoas saírem de áreas de risco e mudarem certos comportamentos e conceitos, essa ameaça não vai existir”, afirmou. “Não há necessariamente uma relação direta entre o aquecimento global e o surgimento de epidemias. Epidemias acontecem em função da alteração ambiental, mas uma alteração na situação de saneamento pode evitá-las. Tudo vai depender das intervenções que serão feitas até lá”, disse. Segundo Diana, não se pode fazer estimativas de crescimentos nas taxas dessas doenças. “As doenças são dinâmicas”, apontou. Mas se tudo continuar como está, destaca, nos próximos 20 anos o aquecimento global e as mudanças climáticas poderão trazer muito mais do que os 331 mil casos de dengue registrados no período de 1986 (ano em que a doença foi introduzida na cidade) a 2004. Maré alta Como o Instituto de Urbanismo Pereira Passos é um órgão vinculado à prefeitura do Rio de Janeiro, a intenção com a publicação do livro foi apresentar o primeiro estudo detalhado em cidades brasileiras dos impactos do aquecimento global, para orientar obras em andamento e internalizar os conhecimentos sobre o aquecimento global nos corpos técnicos da prefeitura. “A idéia é produzir informação de maneira a tornar as futuras intervenções de mitigação – estações de medição do ar e meteorológicas, acompanhamento das encostas – mais inteligentes. O objetivo é disseminar o conhecimento entre os atores relevantes para minimizar os impactos”, explicou Sérgio Besserman Vianna, presidente do instituto. Em relação à elevação do nível do mar, por exemplo, foram feitas projeções de três cenários – elevação de 40 centímetros, de 60 centímetros e de 1,5 metro. “Como nos momentos de tempestade com maré cheia podemos ter uma elevação maior, ao traçar esses cenários mapeamos adequadamente os pontos críticos – lugares que já inundam hoje – para intervenções mais imediatas”, disse. Segundo o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a paisagem da cidade não tende a sofrer alterações, mas se o mar subir muito, alterações podem ocorrer. O futuro também poderá trazer mudanças no regime das marés, o que pode atingir cartões-postais famosos, como a praia de Copacabana. “Não podemos perder Copacabana, porque é um ativo econômico para a cidade”, disse Besserman. Mas se por um lado a famosa praia carioca poderá vir a sofrer com marés altas e ressacas mais freqüentes, o período mais longo de calor também traz benefícios. “Isso abre uma oportunidade turística no auge da temporada mundial”, observou. Com as temperaturas mais quentes, os oceanos se aquecem lentamente e a água acaba tendo mais volume, provocando o derretimento das camadas glaciais. “A dúvida hoje em dia é se o derretimento é linear ou não. Se os indícios de que a degradação não é linear vierem a ser confirmados, os próximos cenários serão mais preocupantes”, disse. O consenso científico atual é de que seria extremamente perigoso admitir aumento na temperatura do planeta superior à faixa entre 2ºC e 2,4º C. Para evitar aquecimento superior a essa temperatura, seria preciso reduzir, até 2050, o fluxo anual de emissões de gases de efeito estufa em mais de 50% em relação aos níveis registrados em 1990. Mais informações sobre o livro: www.rio.rj.gov.br/ipp ou (21) 2555-8038/8072.
Em reunião conjunta, a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e a Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) realizam na terça-feira (28), a partir das 10 h, audiência pública sobre a compra de terras por estrangeiros na Amazônia e as medidas do governo contra o desmatamento na região.
Os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, e o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, foram convidados para o debate. Os presidentes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra),Rolf Hackbart; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias, e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Fábio Meirelles, também participam da audiência.
O recadastramento fundiário obrigatório de todos os imóveis rurais situados nos municípios que mais desmatam na região amazônica e a concessão de anistia aos proprietários de terras nessa região são temas da pauta da audiência pública.
Outro ponto a ser discutido é a resolução do Conselho Monetário Nacional que estabelece algumas condições obrigatórias à concessão de crédito para empreendimentos rurais na Amazônia.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
A comercialização de tintas em embalagens do tipo aerossol a menores de 18 anos poderá passar a ser crime em todo o território nacional. É o que determina projeto de lei da Câmara (PLC 138/08) que visa a coibir a prática da pichação. A proposta está na pauta da reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) desta quarta-feira (22).
Pela proposta, as embalagens de tintas em aerossol também passarão a trazer inscritas as frases "Pichação é crime (art. 65 da Lei nº 9.605/98). Proibida a venda a menores de 18 anos". Além disso, maiores de 18 anos terão de apresentar documento de identidade para comprar o produto. A nota fiscal lançada sobre a venda conterá, necessariamente, a identificação do comprador.
Os comerciantes que não acatarem a determinação ficarão sujeitos às sanções previstas naquela lei, conhecida como Lei de Crimes Ambientais - advertência, multa, apreensão ou destruição de produtos, além de suspensão parcial ou total das atividades.
Ainda pelo projeto, de autoria do deputado Geraldo Magela (PT-DF), não é considerada crime a arte do grafite se realizada com o consentimento do proprietário do imóvel ou por autoridades administrativas, no caso de bens públicos.
Em seu voto favorável à matéria, a senadora Marina Silva (PT-AC) lembra que, apesar de a pichação ser considerada um crime de menor potencial ofensivo, é "um problema que se agrava" na sociedade. Segundo ela, a prática não deve ficar restrita a uma visão de "mero ato de dano", mas como "expressão de desrespeito ao direito difuso de se ter um ambiente visualmente limpo".
- A adoção de medidas que tenham por intuito prevenir e coibir a prática de pichação é sempre bem-vinda, como a que ora se apresenta no projeto de lei em análise, sobretudo por seu caráter educativo de redução dos danos - afirmou Marina Silva.
A matéria será ainda analisada pela Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).
