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quinta-feira, 31 de julho de 2008

CPRH lança edital para concurso público
Publicado em 31.07.2008, às 12h35

Do JC OnLine

A Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) lançou edital para preencher, através de concurso público, 300 vagas a fim de compor o quadro permanente do órgão. A prova vai ser realizada em setembro e as contratações devem acontecer em novembro. O edital, divulgado nesta quinta-feira (31) no Diário Oficial do Estado, está disponibilizado no site da CPRH e no site da UPE. O concurso é organizado pelo Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (IAUPE).

As inscrições podem ser feitas entre a próxima quarta-feira (6) e o dia 31 de agosto, pelo site da UPE, custando R$ 70 para os candidatos de nível superior e R$ 40 para os de nível médio. As vagas para o nível superior são para analista ambiental, analista em desenvolvimento organizacional e assessor jurídico, com salário-base no valor de R$ 2.731,04. Já para o nível médio, os cargos a serem ocupados são de técnico ambiental e técnico em desenvolvimento organizacional, com salário-base de R$ 1.365,52.

Este será o primeiro concurso público realizado pela CPRH em 31 anos de existência. "Essa seleção concretiza uma nova fase na administração do meio ambiente no Estado e atende às expectativas dos ambientalistas e da sociedade", acredita o diretor-presidente da Agência, Hélio Gurgel. Segundo ele, após a aprovação e capacitação dos concursados, a Agência estará estruturada para o cumprimento das metas exigidas pelo surto de desenvolvimento no Estado, na agilização dos licenciamentos, na atuação de fiscalização e na educação ambiental.

Fica atento às etapas do concurso:

Divulgação do Aviso de Edital - 31/07/08 Inscrições - 06 a 31/08 Validação das inscrições - 07/09/08 Obtenção do cartão informativo para as provas - 16/09/08 Realização da prova objetiva - 28/09/08 Divulgação do gabarito oficial preliminar - 28/09/08 Recebimento dos Recursos do Gabarito - 29 e 30/09/08 (CONUPE, Reitoria da UPE) Divulgação do gabarito definitivo - 08/10/08 Divulgação do resultado definitivo - 21/10/08

Comissão realiza ações em defesa do Meio Ambiente
Publicado no Diário Oficial do Estado (D.O.E.) em 31/07/2008.
Clique na imagem para vê-la em seu tamanho originalVisitas, audiências públicas, seminários e encontros do projeto Pernambiental em diferentes regiões do Estado fizeram parte das atividades da Comissão de Defesa do Meio Ambiente no primeiro semestre deste ano."A Comissão teve um bom desenvolvimento nesse período e traz, ainda para o segundo semestre, muitas ações que precisam ter continuidade. Uma delas é a situação do aterro sanitário no município de Igarassu, uma discussão que ainda não terminou e que estamos acompanhando", informou a presidente do colegiado, deputada Ceça Ribeiro (PSB). Entre as ações que foram promovidas pelo colegiado está uma audiência pública, realizada em março, que discutiu problemas como a poluição hídrica, o sistema de esgotamento sanitário, o desmatamento e as queimadas nos 14 municípios da Região Metropolitana do Recife. "Esse tem sido o nosso trabalho, atuando sempre a pedido da sociedade e apoiando as lutas do povo", afirmou a socialista. Dos onze projetos enviados à Comissão, cinco tiveram aprovação, quatro estão em tramitação e dois foram arquivados. Outro destaque nas atividades do colegiado foi a audiência pública realizada com o intuito de discutir problemas ambientais no Loteamento Grande Recife, localizado no município de São Lourenço da Mata. Na reunião, houve o debate sobre a invasão de áreas verdes e sobre os riachos correntes que abastecem o Rio Capibaribe e que foram represados, interferindo no ecossistema local. A Comissão também participou das comemorações da Semana do Meio Ambiente, no mês de junho. "Promovemos uma programação educativa", observou Ceça. Além disso, o Seminário Assembléia, Meio Ambiente e Ciência teve duas edições com os temas "Produção Mais Limpa" e "Desmatamento". Segundo a deputada, o trabalho do colegiado é ouvir autoridades, ONGs e a sociedade, buscando mediar e solucionar conflitos e promover eventos relacionados ao tema. .......................................................................................................................................................................
COMISSÃO PROMOVE ATIVIDADES EXTERNAS EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE

As atividades externas foram os destaques do primeiro semestre de dois mil e oito na Comissão de Meio Ambiente. Foram cinco audiências públicas, cinco visitas técnicas, dois seminários, além de três reuniões do projeto Pernambiental em regiões diferentes do Estado. O colegiado também realizou duas reuniões ordinárias para distribuição e votação de onze proposições. Cinco matérias foram aprovadas, duas arquivadas e quatro ainda aguardam parecer. Entre os eventos externos, o destaque foi a audiência pública para discutir problemas ambientais no Loteamento Grande Recife, localizado em São Lourenço da Mata. Foram feitas doações para loteamento em áreas verdes e coletivas e, com isso, os riachos que corriam para manter o rio Capibaribe foram represados, interferindo no ecossistema local. Segundo a presidente da comissão, Ceça Ribeiro, do PSB, o colegiado, nesse período, teve um papel atuante não apenas na avaliação de projetos, mas também na discussão de importantes questões ambientais. (V.B.)

Dep. Ceça Ribeiro

quarta-feira, 30 de julho de 2008

II Seminário de Pesca Artesanal e Sustentabilidade Socioambiental

As inscrições estarão abertas a partir do dia 31/07/2008.

A Diretoria de Pesquisas Sociais (DIPES) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj/MEC), por meio da Coordenação Geral de Meio Ambiente, promove este ano o II Seminário Pesca Artesanal e Sustentabilidade Socioambiental entre os dias 12 e 14 de agosto.

O II Seminário Pesca Artesanal e Sustentabilidade Socioambiental reunirá, durante três dias, estudiosos do tema, pescadores, marisqueiras, gestores públicos, agentes não governamentais e representantes de comunidades inseridas em unidades de conservação costeiras para debater aspectos atinentes à pesca artesanal em suas múltiplas dimensões - sua importância, seus problemas, suas formas de manejo e as questões ambientais a ela relacionadas - a partir de diferentes visões.

A importância da atividade pesqueira consolida-se historicamente pelo fornecimento de alimentos, geração de emprego e renda e por suas ricas formas de sociabilidade. Contudo, assentamentos humanos e atividades econômicas diversas têm resultado em fontes de agressão aos ambientes costeiros e ribeirinhos, com prejuízos à atividade pesqueira, à biodiversidade que a sustenta e a importantes serviços ambientais, trazendo inúmeras ameaças a sustentabilidade socioambiental. Refletir sobre tais aspectos, à luz de diferentes visões, proporcionadas por uma pluralidade de atores, torna-se de grande relevância. Contribuir para uma discussão mais ampla dessas questões e para uma maior valorização da atividade da pesca artesanal é o objetivo do II Seminário Pesca Artesanal e Sustentabilidade Socioambiental.

A programação prevê a realização de seis mesas redondas, das quais participarão conferencistas nacionais de renome no setor, representantes das comunidades tradicionais, além de gestores públicos e uma palestra de encerramento com um especialista internacional do setor de pesca artesanal.

Como público alvo, espera-se contar com a participação de representantes do meio acadêmico, setor governamental e comunidades tradicionais.

Inscrições aqui - http://nabuco.fundaj.gov.br/cgea/pesca/

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Conselho Estadual analisa Código ambiental proposto pelo MPPE

O projeto do Código Estadual de Meio Ambiente elaborado pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias do Meio Ambiente do Ministério Público de Pernambuco já está sendo analisado por um grupo de trabalho do Conselho Estadual do Meio Ambiente, órgão vinculado à Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente (Sectma). O grupo foi oficialmente instalado na manhã da última quarta-feira, dia 30, em reunião do Conselho realizada na sede da Sectma, no Recife Antigo.

A Agência Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) foi escolhida para presidir o grupo de trabalho, que tem como objetivo estudar o projeto do MPPE e apresentar considerações e propostas até abril de 2009. O GT vai se reunir todas as últimas quintas-feiras do mês. O próximo encontro contará com a participação do coordenador do Caop Meio Ambiente, promotor André Silvani, que vai apresentar todos os pontos do código.

Além da CPRH, o grupo de trabalho ainda é composto por cinco instituições vinculadas ao Consema: Associação Ecológica de Cooperação Social de Pernambuco (ECOS), Associação Pernambucana de Engenheiros Florestais, Associação de Docentes das Universidades do Estado (ADUESE/UPE) e Fundação de Mamíferos Aquáticos.

Sistematização – O Código Estadual do Meio Ambiente é um projeto de lei que objetiva compilar e organizar toda a legislação pernambucana sobre o meio ambiente. Se aprovado pela Assembléia Legislativa de Pernambuco, o dispositivo poderá tornar mais eficiente o trabalho dos órgãos e entidades de proteção ambiental, garantir uma maior transparência aos processos de licenciamento de obras de impacto ambiental. O código ainda contempla projetos de educação ambiental, gestão dos recursos naturais e preservação dos sítios arqueológicos e paleontológicos do Estado.

O Código é um instrumento fundamental para a proteção do Meio Ambiente no Estado. Hoje uma das dificuldades é justamente a ausência de uma compilação. Como há muitas leis, muitas vezes elas acabam sendo subutilizadas ou são conflitantes. Com o Código, será possível dar um tratamento uniforme às questões ambientais importantes”, afirma o promotor Ricardo Coelho, que coordenou a elaboração do projeto quando chefiava o Caop Meio Ambiente.

____________________________________________________________ Ministério do Meio Ambiente cria Comissão Nacional de Combate à Desertificação
Em 23/07/2008

O Ministério do Meio Ambiente tem a partir de ontem (22) uma Comissão Nacional de Combate à Desertificação. O decreto assinado no dia 21 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no Diário Oficial da União.

Segundo o texto, cabe ao grupo estabelecer estratégias para o combate à desertificação e a mitigação dos efeitos da seca, a fim de erradicar a pobreza. Além disso, a comissão tem a finalidade de implementar os compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, promulgada pelo Decreto nº 2.741, de 20 de agosto de 1998.

Participam da comissão representantes dos Ministérios da Integração Nacional, do Planejamento, das Relações Exteriores, da Educação e das Cidades. O Ministério do Meio Ambiente coordena as atividades.

Diário Oficial traz publicado decreto que cria Guarda Ambiental Nacional
Da Agência Brasil
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Brasília - O governo criou no dia 23 passado (julho de 2008) o programa Guarda Ambiental Nacional e Corpo de Guarda-Parques no âmbito dos Ministérios do Meio Ambiente e da Justiça. O Decreto n.º 6.515 foi assinado na tarde de ontem (22) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Diário Oficial da União traz publicada a norma que prevê a cooperação entre os estados na área ambiental com a finalidade de apoiar as atividades desenvolvidas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes.

De acordo com o texto, os guardas ambientais terão treinamento específico para atuação conjunta com integrantes das Polícia Federal e dos órgãos de segurança pública dos estados. Aos guarda-parques competem combater incêndios florestais e garantir a segurança dos visitantes em unidades de conservação, além de zelar pelo patrimônio físico das áreas de proteção.

O Ministério do Meio Ambiente coordenará as atividades e fornecerá os recursos materiais complementares necessários para fortalecer a atuação ambiental dos órgãos que participarem dos programas.

Clique aqui e ajude a escolher NORONHA como uma das 7 maravilhas naturais do mundo!!!!

Noronha disputa vaga entre as sete maravilhas naturais do mundo

O arquipélago de Fernando de Noronha está participando de um concurso que vai escolher as sete maravilhas naturais do mundo. Para votar no paraíso pernambucano, basta entrar no site do concurso, se inscrever e pronto. Mas atenção: a página é toda em inglês.

Após fornecer um endereço de e-mail e se cadastrar, o internauta deve votar em seis outras maravilhas além de Noronha, para ajudar na elaboração do ranking. A votação segue até o fim do ano. Em 2009, as finalistas passarão por uma nova eleição e em 2010 sai o resultado final. No momento, Fernando de Noronha está na 11ª posição do ranking.

O concurso é realizado por um a organização internacional criada em 2001. Ela foi a responsável por escolher as sete maravilhas do mundo moderno ano passado, incluindo o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

da Redação do pe360graus.com

A Polícia Federal prendeu, no arquipélago de Fernando de Noronha

A Polícia Federal prendeu, no arquipélago de Fernando de Noronha seis pessoas acusadas de construir casas em locais considerados de preservação ambiental.

Batizada de Operação Arquipélago, o trabalho envolveu quarenta policiais federais, que passaram o final de semana na ilha para cumprir os mandados de prisão.

Um avião fretado vai transportar os acusados para o Recife. Eles vão ser levados para a Superintendência da Polícia Federal, na capital pernambucana, no final da manhã desta segunda (30).

da Redação do pe360graus.com

Presos em Noronha respondem a outras infrações ambientais

As seis pessoas presas durante o último final de semana, em Fernando de Noronha, por suspeita de construção de imóveis em áreas de preservação do arquipélago, respondem na Justiça por outras infrações. Apesar disso, o advogado de defesa do grupo considerou arbitrárias as prisões realizadas pela Polícia Federal (PF).

"Entendemos que essas prisões são ilegais, porque, se estamos nos defendendo no processo criminal, está afastado o flagrante", disse o advogado João Paulo do Nascimento. A PF contesta a versão: "Eles estão se explicando para a Justiça em relação a outras infrações. Em relação ao artigo 40, que é pelo qual todos foram presos, nenhum deles ainda respondia", explicou a delegada Carla Patrícia Cunha.

O artigo 40 a que se refere a policial faz parte da Lei de Crimes Ambientais e prevê punição de até 5 anos de prisão, sem direito a fiança, para quem causar dano a unidades de conservação permanente, como é o caso do arquipélago de Noronha - 70% de sua área é parque nacional marinho, onde qualquer construção é proibida; os 30% restantes são área de proteção ambiental, onde a construção acontece se autorizada pela administração do arquipélago, pelo Ibama e pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade.

Os seis presos foram trazidos da ilha para o Recife, no final da manhã desta segunda (30). A Polícia Federal chegou até eles depois de um levantamento feito em 2006 e 2007, pelo Ibama e pelo Instituto Chico Mendes, que apontou a existência de cerca de 200 imóveis irregulares no arquipélago.

Muitos deles foram construídos após o plano de manejo da ilha, implantado em 2005, que proíbe obras em áreas específicas, mesmo que estejam fora do parque nacional, onde toda construção está proibida - é o caso dos seis presos e dos outros dois acusados que ainda não foram detidos. Tânia Maria da Silva e Sílvia Regina da Silva Alves foram encaminhadas para a Colônia Penal Feminina, no Recife. Emerson Rodrigues da Silva, Sidnei José Martins Costa, Daniel Ferreira da Silva e Leandro Antônio de Moura foram levados para o Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima.

da Redação do pe360graus.com

Amcham-Recife (Câmara Americana de Comércio no Recife) discute situação ambiental de Suape
As políticas ambientais para o Complexo Portuário Industrial de Suape vão ser discutidas nesta segunda-feira (28), pelo Comitê de Meio Ambiente da Amcham-Recife (Câmara Americana de Comércio no Recife). O encontro será realizado no Hotel Best Western Manibu - Av. Conselheiro Aguiar, 919, Boa Viagem -, às 19h, contará com palestra do diretor de Engenharia e Meio Ambiente do Porto de Suape, Ricardo Padilha. Vão ser discutidas as novas ações que estão sendo implementadas com o objetivo de zerar o passivo ambiental de Suape até 2010. A idéia é investir R$ 16,5 milhões em 39 projetos que vão desde a elaboração de uma agenda ambiental portuária, passando pela implementação de Planos Básicos Ambientais (PBA), entre outras ações. Ao final do encontro, o consultor em Gestão Organizacional e Ambiental da multinacional Baker Tilly Brasil e vice-presidente do comitê de Meio Ambiente da Amcham-Recife, Tarcio Danierbe, comandará um debate entre o palestrante e o público presente. Da Redação do PERNAMBUCO.COM
Empresas de Caruaru criam alternativas para ajudar o meio ambiente
Quem trabalha, às vezes, não encontra uma saída para admirar a Natureza. Agora, imagine um lugar onde a consciência ambiental é lembrada na hora do cafezinho, de tomar água e até para anotar um recado. Este lugar existe e fica no município de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, onde empresas estão pedindo aos funcionários para que se comprometam com a preservação do planeta.
Desde 2007, o todo o setor administrativo de uma faculdade de Caruaru usa apenas papéis reciclados para imprimir os documentos e escrever no quadro de avisos. Este tipo de papel é ecologicamente correto, pois evita que árvores sejam derrubadas para fabricar as folhas. “Existe uma preocupação de se colocar em prática aqueles conceitos teóricos que falamos em sala de aula”, diz o gerente de relacionamentos Aluízio Guimarães.
Na mesma faculdade, outra atitude amiga do verde: a separação de lixo. Os auxiliares de serviço também são beneficiados com esta atitude, pois todo o dinheiro arrecadado com o material recolhido é dividido entre eles. “Dá uma ajuda a mais no orçamento da gente no fim do mês”, dizem.
Os copos descartáveis, que demoram anos para se decompor, do escritório de um supermercado da cidade também foram abolidos. Agora, cada funcionário tem seu próprio copo. Além de ajudar a salvar o meio ambiente, o gerente de recursos humanos Ronaldo Silva garante que a medida traz outra vantagem: economia. “Antes a gente gastava, em média, R$500 por mês. Agora, chegamos a zero. Isso representa cerca de R$ 5 mil por ano”, afirma.
O banco da cidade também adotou uma medida para contribuir com o meio ambiente. A gerência pôs uma caixa de papelão na entrada do estabelecimento a fim de que funcionários e clientes possam depositar as pilhas usadas, pois, apesar de pequenas, elas podem causar muito estrago na natureza devido à grande quantidade de metais pesados de sua composição. Metais que, se expostos ao meio ambiente, podem tornar água de rios imprópria para consumo.
A iniciativa já faz parte da rotina de quem freqüenta o bando há dois anos. O gerente do banco, Flávio Torres, explica que as pilhas são transportadas para uma cidade do interior de São Paulo. “Elas são usadas na fabricação de tinta, refratários, vidros e na indústria química em geral”, conta.
Os clientes também aprovam a idéia. “Com esta alternativa, a gente vai ter o local para colocar as pilhas. Esse foi um passo muito importante e objetivo, né?”, opina o comerciante Adeílson Souza.
Da Redação do pe360graus.com

ANGRA

Licença ambiental impõe 60 exigências para obras de Angra 3

23/07 - 17:45 - Agência Brasil

BRASÍLIA - A licença ambiental prévia para a construção da usina nuclear Angra 3, no Rio de Janeiro, tem 60 exigências que a estatal Eletronuclear terá que cumprir antes de receber autorização para as obras. O documento foi assinado nesta quarta-feira pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias.

Agência Brasil
Greenpeace protestou contra licença para usina
Na terça-feira, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, havia anunciado que as exigências seriam “brutais”. Entre as exigências condicionantes, está a solução definitiva do tratamento do lixo nuclear, a criação de um sistema independente de monitoramento dos níveis de radiação, a realização de obras de saneamento básico dos municípios de Angra dos Reis e Paraty e a gestão do Parque Ecológico da Serra da Bocaina.

O Ibama exige que o empreendedor inicie a execução do projeto para disposição final dos rejeitos radioativos de alta atividade antes do início da operação da Unidade 3. O monitoramento da radiação deverá ser feito por uma fundação universitária ou empresa independente da Eletrobrás. Em 90 dias deve ser apresentado ao Ibama o relatório do monitoramento sísmico efetuado na região.

A empresa responsável pela obra também deverá investir até o limite de R$ 50 milhões em saneamento das cidades de Angra dos Reis e Paraty, ambas no Rio de Janeiro, e adotar o Parque Nacional da Serra da Bocaina, localizado na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, e construir a Estrada Parque da Bocaina, no trecho Paraty-Cunha.

A licença ambiental prévia exige ainda realização de projeto de educação ambiental, prevendo atividades de conscientização, para acabar com a pesca de arrasto e propor novas atividades pesqueiras. Também deverá conscientizar a população sobre a importância dos ecossistemas de mangues, restingas e Mata Atlântica. Os conteúdos e as estratégias didático-pedagógicas do Programa de Educação Ambiental deverão ser detalhados pelo empreendedor.

A empresa ou consórcio responsável pela obra também deverá apresentar os resultados dos estudos técnicos desenvolvidos pela Fiocruz sobre possíveis efeitos de radiação, a longo prazo, na população do entorno do empreendimento. Os postos de saúde de Mambucaba e Cunhambebe deverão ser beneficiados por meio de convênios.

A população das áreas de influência do empreendimento deverá ser assistida por programas de inserção social, e devem ser elaborados programas de ações direcionados às populações indígenas e quilombolas, com a participação de seus integrantes.

A usina nuclear de Angra 3 exigirá investimentos de R$ 7,3 bilhões e terá capacidade para gerar 1.350 megawatts.

Leia mais sobre: Angra 3

________________________________________________________________ Greenpeace protesta contra licença ambiental para Angra 3 23/07/2008 - 21:49:00 Ativistas do Greenpeace protestaram hoje (23) em frente ao Ministério do Meio Ambiente contra a concessão de licença ambiental prévia para a Usina Nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro, anunciada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias. Os manifestantes exibiam um quadro com a fotografia do presidente do Ibama identificado com o símbolo da radioatividade e com os dizeres "O Messias chegou e traz más notícias: Angra 3 aprovada". De acordo com o diretor da Campanha Energia do Greenpeace, Ricardo Baitelo, a opção pela retomada do programa nuclear não é a opção mais recomendada e ambientalmente viável para o país. "A [energia] nuclear é pior, tanto em custos quanto em relação a benefícios sociais, de criação de empregos, e principalmente em relação a poluição ambiental", compara. Baitelo acredita que a exigência de projeto para disposição final dos rejeitos radioativos entre as condicionantes não será cumprida. "Eles pedem que no início dos projetos, que se encaminhe essa questão, mas a gente sabe que isso não vai ser resolvido, porque simplesmente não há uma solução definitiva para os resíduos tóxicos no Brasil". De acordo com o Greenpeace, a "solução" que o governo exige da Eletronuclear para os resíduos de Angra 3 "vem apresentando problemas graves na Europa", em países como França e Alemanha. "O país não precisa de energia nuclear, existe um potencial enorme, só no Nordeste temos 10 Itaipus em eólica. O Brasil desperdiça milhões por ano com desperdício de energia. Se o país cumprisse as metas do Procel [Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica] poderia evitar a necessidade de se construir usinas nucleares", defendeu.Agência Brasil ________________________________________________________________

Angra 3 só opera quando houver destino seguro para lixo, diz Minc

Licença prévia para construção foi concedida na quarta-feira pelo Ibama. Ministro voltou a afirmar que não defende a construção da usina nuclear.
Do G1, em São Paulo entre em contato
ALTERA O TAMANHO DA LETRA

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta quinta-feira (24) que a usina nuclear de Angra 3 só entrará em funcionamento quando houver uma solução segura para a destinação dos resíduos produzidos. "O depósito tem que estar começado a construir antes de a usina entrar em operação", afirmou ele em entrevista à "GloboNews". A usina teve a licença prévia autorizada na quarta-feira pelo presidente do Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias. Minc admitiu, no entanto, que não há alternativa sem riscos. "Estamos exigindo que seja num local muito mais seguro (que o atual). Mas concordamos que não há alternativa absolutamente segura", afirmou. Segundo o ministro, Angra 3 só começará a gerar resíduos em cinco anos.

'Não mudei de posição'

O ministro voltou a afirmar que não defende a construção da usina nuclear. "Essa decisão já estava tomada pelo governo. Quem fez todo o licenciamento foi a Marina Silva (antecessora de Minc no ministério)". "Sou um defensor das energias alternativas", disse. Segundo ele, a posição do ministério é colocar exigências mais firmes à construção de mais uma instalação nuclear no país. "Minha parte foi endurecer, dar segurança e compensação ambiental. Não rompi com meu passado nem vou romper". Minc disse que, apesar de não apoiar a construção, se sente forte no governo. "Eu me sinto prestigiado pelo presidente Lula", apontou.

Licença
No documento da licença concedida pelo Ibama há 60 condicionantes que devem ser cumpridas pela Eletronuclear. Minc classificou na terça-feira (22) as exigências como "brutais". Entre as exigências, estão o monitoramento indepentente da radiação, a solução para o armazenamento do lixo nuclear, a realização de obras de saneamento básico em Angra dos Reis e em Paraty e a "adoção" o Parque Nacional da Serra da Bocaina, no estado do Rio. Segundo a Eletronuclear, para que as obras tenham início, no entanto, ainda faltam a licença de instalação da usina, que deve ser concedida também pelo Ibama, e a de construção, de responsabilidade da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). De acordo com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, as chuvas não vão atrapalhar as obras da usina, desde que a concretagem da base da obra seja feita a partir do mês de setembro. O custo estimado da construção de Angra 3 é de R$ 7,2 bilhões, e a usina deve ficar pronta até 2014. Quando estiver em pleno funcionamento, serão gerados 1.400 megawatts de energia. Uma cláusula da licença prévia diz que a licença de instalação, fundamental para o ínicio das obras, deverá ser requerida pela Eletronuclear em um prazo mínimo de 120 dias -o que inviabilizaria os planos de começar a construção em setembro. Segundo Minc, se a estatal cumprir as condicionantes e fizer o pedido, esse prazo pode ser reduzido. Fonte G1: http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL690442-9356,00-ANGRA+SO+OPERA+QUANDO+HOUVER+DESTINO+ SEGURO+PARA+LIXO+DIZ+MINC.html ______________________________________________________________
Prefeitura e Empresariado debatem coleta seletiva 25/07/2008 | 08h45 | Lixo
A Prefeitura do Recife, em parceria com o Instituto Ethos, promove nesta sexta-feira um encontro com trinta representantes de empresas e instituições para discutir e incentivar a responsabilidade ambiental na sociedade civil. Em debate, a coleta seletiva e o destino final do lixo nas grandes capitais. O evento acontece logo mais, a partir das 9h, na sede da Diretoria de Limpeza Urbana da Emlurb. A primeira apresentação do dia será realizada pelo gerente da Coleta Seletiva da PCR, André Penna, que falará sobre a política municipal para o assunto. Depois dele será a vez da coordenadora da Cooperativa de Catadores (Coopagres), Maria José, que dará um depoimento sobre a questão dos catadores na capital pernambucana. Depois das duas palestras será feita uma visita à oficina de reciclagem da Emlurb, onde são produzidos materiais para escritório (pastas, rascunhos, marcadores) a partir de papel usado. Os debates prosseguem com o mestre em engenharia de produção, Marcílio Cunha, sobre um assunto pouco conhecido pela sociedade: logística reversa, a elaboração de estratégias logísticas por parte de geradores de lixo (empresas, indústrias, etc), que permitam o retorno do material vendido ao consumidor para a fonte de origem. O ciclo de palestras será encerrado com a apresentação da gestão para resíduos sólidos desenvolvida pela PCR. O assunto será discutido pelo gerente do Aterro da Muribeca, Paulo Padilha, que deverá abordar, também, como será o novo aterro da capital que entra em funcionamento a partir de 2009. Da Redação do PERNAMBUCO.COM

quarta-feira, 23 de julho de 2008

11h24 A partir de agora, haverá apenas duas instâncias para recorrer de multas por crimes ambientais. Antes eram quatro. A expectativa do governo é de que a mudança reduza o tempo de tramitação dos processos de quatro anos para quatro meses
conteúdo relacionado Diretor do instituto não vê fracasso
Presidente regulamenta Lei de Crimes Ambientais

23/07/2008 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, ontem, às 15 horas, na Floresta Nacional de Brasília, a regulamentação da Lei de Crimes Ambientais. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o decreto dará efetividade à Lei, uma vez que agiliza sua aplicação e reduz as possibilidades de recursos por parte dos infratores. Na mesma oportunidade o presidente instituirá o Programa Nacional de Segurança Ambiental e criará o Corpo de Guarda-Parques e a Guarda Nacional Ambiental. Os atos presidenciais serão assinados durante a solenidade de inauguração do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) da Floresta Nacional de Brasília.

O novo decreto revoga o anterior (3.179/99) e acrescenta institutos e instrumentos necessários para dar maior agilidade, eficiência e executividade para a Administração na aplicação das normas de proteção ao meio ambiente. As mudanças propostas na nova regulamentação resultam do acúmulo de experiências na aplicação da Lei de Crimes Ambientais e da significativa mudança estrutural do Ministério do Meio Ambiente e suas vinculadas, incorporando o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.

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Crimes ambientais serão punidos com mais rigor e rapidez

Segs.com.br - Fonte ou Autoria é : Comunicação da Presidência da República 24-jul-2008 Segs.com.br - Fonte ou Autoria é : Comunicação da Presidência da República 24-jul-2008
Redução de quatro para duas instâncias de recursos de multas deve diminuir em até dez vezes o tempo de tramitação dos processos
Como forma de tornar mais rigoroso e ágil o processo de punição de crimes ambientais, o governo federal reduziu as instâncias para recursos e deu poderes ao Ibama para definir o destino dos produtos apreendidos sem necessidade de autorização judicial. As medidas foram anunciadas na terça-feira (22) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de assinatura do decreto que regulamenta a Lei de Crimes Ambientais (9605/08) e de inauguração do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), na sede da Floresta Nacional de Brasília. O novo decreto revoga o anterior (3.179/99) e acrescenta institutos e novos instrumentos para dar maior agilidade e eficiência para a administração pública na aplicação das normas de proteção ao meio ambiente. Um exemplo é a cobrança de multa para aqueles que deixarem de averbar a reserva legal de suas propriedades ou aos que deixarem de dar destinação adequada a produtos tóxicos. No decreto anterior essas exigências existiam, mas não havia cobrança de multa em caso de descumprimento. Outro ponto importante é a redução de quatro para duas instâncias de recursos de multas, o que deverá diminuir em até dez vezes a tramitação dos processos, ou seja, eles passarão a correr numa média de quatro meses. "As medidas demonstram o grau de maturidade de nossas políticas ambientais, em especial no combate ao desmatamento, e se somam a uma sólida base de defesa dos nossos patrimônios naturais que a nação brasileira vem construindo há muito tempo", afirmou o presidente Lula. As mudanças propostas na nova regulamentação resultam do acúmulo de experiências na aplicação da Lei de Crimes Ambientais e da mudança estrutural do Ministério do Meio Ambiente e suas vinculadas, incorporando o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Segurança – Durante a solenidade, o presidente Lula assinou também decreto que institui o Programa de Segurança Ambiental, o Corpo de Guarda-Parques e a Guarda Ambiental Nacional, que serão implementados por meio de parceria entre o governo federal e os governos estaduais. A guarda nacional será composta por integrantes da polícia federal, dos órgãos de segurança pública e de meio ambiente dos estados e será empregada para proteção e apoio de atividades do Ibama e do Instituto Chico Mendes, todos coordenados pelo Ministério do Meio Ambiente. Já o serviço de guarda-parques será formado por membros do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar e seus Batalhões Florestais e Ambientais, segundo convênio estabelecido com os estados, para atuar na prevenção, fiscalização e combate a incêndios florestais nas unidades de conservação, entre outras atribuições. Centro de triagem - Inaugurado durante a solenidade, o Centro de Triagem de Animais Silvestres da Floresta Nacional de Brasília é o primeiro do Distrito Federal e terá capacidade para receber cerca de 800 animais entre pássaros, mamíferos, répteis e primatas, geralmente apreendidos em operações do Ibama contra o tráfico de animais silvestres. Os recursos para a construção do Cetas são fruto de compensação ambiental da Infraero quando da construção da terceira pista do aeroporto Juscelino Kubstcheck. Ibama reduz em mais de 50% prazo para concessão de licença ambiental Um pacote de medidas, lançado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), agilizará a concessão do licenciamento ambiental pelo Ibama. A expectativa é que as novas ações irão reduzir para até 13 meses o prazo de concessão das licenças para os empreendimentos. Atualmente, ele varia entre 21 e 37 meses. "É possível ser mais ágil e mais rigoroso", defende o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Segundo ele, as ações vão simplificar, agilizar e ordenar o processo de licenciamento reduzindo os focos de tensão com o segmento empresarial e mantendo o princípio do licenciamento ambiental como instrumento para garantir a qualidade de vida. Todas as propostas foram sugeridas por um grupo de trabalho formado para fazer um diagnóstico da situação dos licenciamentos ambientais que apontou como alguns dos gargalos do processo a falta de clareza de procedimentos e de definição de prazos, além da capacitação de pessoal e reduzido quadro de funcionários. Outro ponto foi a baixa qualidade dos estudos apresentados pelos empreendedores, além do atraso na entrega de documentos e no atendimento a condicionantes impostas pelo órgão ambiental. Para corrigir essas distorções, uma das medidas anunciadas foi a criação do portal de Licenciamento Ambiental (SisLic) que disponibilizará todas as informações sobre o licenciamento no site do Ibama, dando transparência e agilidade ao processo. A entrada de informações para o licenciamento ambiental federal terá protocolo único, com um intercâmbio eletrônico de comunicações, desburocratizando a tramitação dos processos entre os órgãos do MMA. Também serão criados núcleos de licenciamento ambiental nas superintendências estaduais do Ibama, para desconcentrar as atividades e facilitar o acompanhamento e a vistoria dos empreendimentos. O ministro afirmou, ainda, que até o final do ano será realizado concurso público com 400 vagas, sendo 175 para o ICMBio e 225 para o Ibama.

Bunge Alimentos vai a leilão dia 22

23/7/2008

Toda a unidade da empresa Bunge Alimentos, localizada no Porto de Suape, será leiloada no próximo dia 22, por determinação judicial da 1ª Vara dos Executivos Fiscais de Pernambuco, já que a empresa tem uma dívida fiscal de R$ 43 milhões. O complexo da Bunge, que conta com as fábricas de óleo de cozinha e de margarina, irá a leilão com todos os bens, incluindo equipamentos industriais, gleba de terra e edificações. O preço de partida anunciado é de aproximadamente R$ 88,5 milhões. Tendo a empresa colocado seu complexo à venda, como garantia do débito, o valor arrematado durante o leilão, caso exceda o total da dívida, será repassado à Bunge.

De acordo com o leiloeiro público oficial Carlos Frederico Canavarro, a produção das fábricas da Bunge, em Suape, representam 70% de toda produtividade da empresa em nível nacional. “O preço de avaliação do empreendimento é uma excelente oportunidade para empresas compradoras. Já recebemos muitas ligações de empresários do Nordeste e também da região Sudeste, que estão interessados em participar do leilão. Acredito que o valor estaria aquém do seu real preço. Na minha opinião para construir, hoje, uma estrutura daquelas se gastaria cerca de R$ 200 milhões. Além disso, as fábricas são robotizadas, metricamente climatizadas e informatizadas”, comentou Canavarro.

Ao lado do complexo que está sendo leiloado, a Bunge está construindo um moinho de trigo que deverá ficar pronto até o fim deste ano. No dia 22, o leilão acontece às 15h, no prédio da Procuradoria Geral do Estado, localizado na rua do Sol. A reportagem não conseguiu falar com representantes da empesa.


Bens da Bunge podem ir a leilão PGE-PE

Carla Seixas

Débito fiscal de R$ 43 milhões com a Secretaria da Fazenda gerou ação na Justiça. Juiz manteve venda de maquinário para quitar dívida com o Fisco

A Bunge Alimentos S.A. pode perder parte do patrimônio de uma de suas unidades no Estado. O motivo é uma briga judicial travada entre a Secretaria da Fazenda e a empresa. No centro do debate estão créditos tributários considerados inválidos pelos auditores da Sefaz, em 2003, e que geraram um débito de R$ 43 milhões, em valores atuais. No último dia 2, o juiz Lúcio Grassi de Gouveia assinou a sentença favorável ao prosseguimento de um leilão dos bens da empresa para quitar o débito junto ao caixa público. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.

Questionada sobre o processo de nº 001.2005.003535-6, que tramita desde fevereiro de 2005 na Justiça, a Bunge Alimentos S/A, uma das maiores investidoras privadas de Pernambuco, admite a briga, mas tenta minimizar o impacto da decisão judicial. Segundo nota enviada ao Jornal do Commercio, “trata-se apenas de uma discussão jurídica sobre uma diferença de entendimento do mérito de determinado tributo”. A Bunge informa que entrou com recurso e, por enquanto, não há decisão. De fato, o Tribunal de Justiça de Pernambuco confirma que, na primeira quinzena deste mês, a empresa entrou com mandado de segurança e com um agravo de instrumento para reverter a situação. Ainda não teve resposta.

O processo em questão tem como embargante a Bunge Alimentos S.A. na tentativa de vetar a execução fiscal determinada por meio do processo de nº 001.2004.026995-8 ainda em 2004. Como o juiz Lúcio Grassi de Gouveia entendeu que não houve prova de que o débito fiscal não existe, manteve o leilão. Segundo a Procuradoria Geral do Estado, o governo apenas está buscando o imposto que acredita ser devido. Integrantes da Procuradoria da Fazenda Estadual dizem que o governo já está fazendo contato com empresas de leilão.

APORTE - A Bunge Alimentos S/A está construindo atualmente um dos maiores moinhos da América Latina, com capacidade para produção de 850 mil toneladas por ano de trigo e com um aporte de R$ 126 milhões. A promessa é de geração de 220 empregos diretos e outros mil indiretos. A expectativa é que até novembro deste ano a primeira etapa comece a operar. Para se ter idéia do tamanho do empreendimento, a Bunge possui um moinho no Porto do Recife com capacidade de movimentar 350 mil toneladas a cada ano.

Link: http://www.pge.pe.gov.br/opencms/opencms/ pge/noticias/imprensa/imprensa-0005.html

Fonte: Forumsemiarido / Judson Barros / Folha de Pernambuco.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Voltando à carga

Minc avisa a usineiros de Pernambuco

que não há 'intocáveis'

POSTADO ÀS 19:46 EM 17 DE Julho DE 2008 - JC - Blog do Jamildo
O ministro do Meio Ambiente Carlos Minc
Marcello Casal JR/ABr

O tom usado pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, hoje (17) ao se referir aos usineiros de Pernambuco indica que o governo pretende continuar com medidas duras e intensa fiscalização sobre a cultura da cana-de-açúcar no estado. Minc aproveitou a entrevista coletiva na qual anunciou medidas para agilizar o processo de licenciamento ambiental para mandar um recado aos usineiros: “Vai aqui um recado para Pernambuco: Não há intocáveis.”

O alerta foi dado duas semanas depois que o Ministério do Meio Ambiente adotou medidas contra a destruição do bioma Mata Atlântica em Pernambuco. As usinas de cana-de-açúcar foram o principal alvo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na Operação Engenho Verde.

“Ninguém teve ainda coragem de desafiar usineiros. Nós aplicamos mais de R$ 120 milhões em multas. Vamos continuar agindo e com mais rigor. Não vai ter moleza”, avisou o ministro.

A Operação Engenho Verde autuou as 24 usinas de cana-de-açúcar de Pernambuco. Em todas elas, o Ibama constatou a inexistência de licença ambiental. Os donos dos engenhos também foram autuados e terão que responder a ação civil pública, para reparação dos danos ambientais, e a representação criminal.

Em decorrência do desmatamento, Pernambuco passou a ser o estado com o menor índice de áreas preservadas do bioma Mata Atlântica. “Enquanto a média nacional é de 8%, o índice pernambucano é de 2,7%. Ou seja, Pernambuco desmatou um terço do quase nada”, criticou Minc.

Outra atividade que receberá atenção redobrada do Ministério do Meio Ambiente será a extração de carvão nas regiões do Pantanal e do cerrado. Carlos Minc disse que não haverá tolerância com os criadores de gado na área da floresta amazônica. “Vamos continuar com as ações de embargo. Os bois não são piratas. Piratas são os corsários que se dizem donos dos bois”, ironizou.

Quanto ao setor elétrico, o ministro foi enfático: “Não haverá nenhuma licença para nenhuma usina que não tenha a adoção de uma reserva ambiental”, afirmou.

Ele enfatizou ainda que o Ibama ficará mais exigente com os estudos de impacto ambiental que são apresentados em todas as áreas. “Os estudos chegavam com péssima qualidade, e a conta caía no colo do nosso quadro técnico. Isso não será mais assim. A orientação, no caso de um estudo de má qualidade, é a de sequer receber e dar número. Se o estudo estiver sem condições, vai voltar para ser refeito. Começa a contar o prazo somente quando houver um estudo em condições adequadas.”

O ministro informou que também serão reformulados os padrões de emissão de gases aceitos pelo Brasil. “Em menos de dois meses, chegarão ao Conama [Conselho Nacional de Meio Ambiente] propostas para tornar mais rigorosos os padrões de emissão. Em relação à emissão de alguns gases e efluentes industriais, como dióxido de enxofre e oxido de nitrogênio, nossos padrões são quatro a cinco vezes mais complacentes que os padrões europeus, por exemplo”, afirmou Minc.

Da Agência Brasil