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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Empresas de Caruaru criam alternativas para ajudar o meio ambiente
Quem trabalha, às vezes, não encontra uma saída para admirar a Natureza. Agora, imagine um lugar onde a consciência ambiental é lembrada na hora do cafezinho, de tomar água e até para anotar um recado. Este lugar existe e fica no município de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, onde empresas estão pedindo aos funcionários para que se comprometam com a preservação do planeta.
Desde 2007, o todo o setor administrativo de uma faculdade de Caruaru usa apenas papéis reciclados para imprimir os documentos e escrever no quadro de avisos. Este tipo de papel é ecologicamente correto, pois evita que árvores sejam derrubadas para fabricar as folhas. “Existe uma preocupação de se colocar em prática aqueles conceitos teóricos que falamos em sala de aula”, diz o gerente de relacionamentos Aluízio Guimarães.
Na mesma faculdade, outra atitude amiga do verde: a separação de lixo. Os auxiliares de serviço também são beneficiados com esta atitude, pois todo o dinheiro arrecadado com o material recolhido é dividido entre eles. “Dá uma ajuda a mais no orçamento da gente no fim do mês”, dizem.
Os copos descartáveis, que demoram anos para se decompor, do escritório de um supermercado da cidade também foram abolidos. Agora, cada funcionário tem seu próprio copo. Além de ajudar a salvar o meio ambiente, o gerente de recursos humanos Ronaldo Silva garante que a medida traz outra vantagem: economia. “Antes a gente gastava, em média, R$500 por mês. Agora, chegamos a zero. Isso representa cerca de R$ 5 mil por ano”, afirma.
O banco da cidade também adotou uma medida para contribuir com o meio ambiente. A gerência pôs uma caixa de papelão na entrada do estabelecimento a fim de que funcionários e clientes possam depositar as pilhas usadas, pois, apesar de pequenas, elas podem causar muito estrago na natureza devido à grande quantidade de metais pesados de sua composição. Metais que, se expostos ao meio ambiente, podem tornar água de rios imprópria para consumo.
A iniciativa já faz parte da rotina de quem freqüenta o bando há dois anos. O gerente do banco, Flávio Torres, explica que as pilhas são transportadas para uma cidade do interior de São Paulo. “Elas são usadas na fabricação de tinta, refratários, vidros e na indústria química em geral”, conta.
Os clientes também aprovam a idéia. “Com esta alternativa, a gente vai ter o local para colocar as pilhas. Esse foi um passo muito importante e objetivo, né?”, opina o comerciante Adeílson Souza.
Da Redação do pe360graus.com

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