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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

AL avalia destino de resíduos sólidos
Publicado no Diário Oficial do Estado (D.O.E.) em 06/12/2007.Clique na imagem para vê-la em seu tamanho original
Os resíduos sólidos foram o tema abordado, ontem, durante a terceira reunião do Seminário Assembléia, Meio Ambiente e Ciência, promovido desde setembro pela Comissão de Meio Ambiente da Alepe. Entidades ligadas ao setor e representantes do poder público discutiram questões como a construção de aterros sanitários, produção de lixo na sociedade atual, a importância da reciclagem e maneiras para reduzir a produção dos resíduos sólidos. De acordo com a presidente da Comissão, deputada Ceça Ribeiro (PSB), é possível encontrar soluções para o problema. "É preciso que os gestores entendam a importância do trabalho em conjunto, até por que não dá para os municípios trabalharem sozinhos essa questão, que é muito difícil e onerosa", ressaltou. A parlamentar comemorou a inclusão do colegiado no primeiro encontro de 2008 da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). "Vai ser um momento importante porque vamos apresentar para todos os prefeitos do Estado a solução compartilhada para resolver o problema dos resíduos sólidos", destacou. A promotora do Ministério Público Ana Ferraz e o secretário-geral da Amupe, Roberto Arraes, falaram sobre a carência de aterros sanitários. Segundo eles, apenas 14 municípios pernambucanos tratam o lixo de forma adequada. O diretor de Meio Ambiente da Prefeitura do Recife, Mauro Buarque, disse que a cidade precisa de espaço físico para tratar o material de maneira correta. O representante da Associação Pernambucana de Defesa da Natureza (Aspan), João Renato Amaral, defendeu a reciclagem dos resíduos sólidos como uma das soluções que podem minimizar os efeitos prejudiciais à natureza. Para ele, a falta de informação da sociedade é o entrave para solucionar as questões ambientais. "Se existisse um trabalho de conscientização, já diminuiria bastante o consumo ou, pelo menos, faria as pessoas consumirem com mais critérios", afirmou, acrescentando que "dessa forma seria possível reaproveitar grande parte dos materiais". O representante do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclável, José Cardoso, destacou a importância da inclusão social para a categoria. "Nosso segmento está, há 50 anos, colaborando com a sociedade e com o meio-ambiente. É importante que, na hora de separar o lixo, os catadores sejam prestigiados, porque o material não vai para o lixão nem para o meio da rua, vai ser vendido e voltará para a indústria", argumentou. Em setembro e outubro, o Seminário abordou as seguintes temáticas: saneamento básico e abastecimento e políticas públicas ambientais.

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